O brasileiro ainda se assusta com a violência.
Casos paulistas e cariocas televisionados pelo Brasil e pelo mundo lembram mais uma guerrilha.
Agora têm-se retratado estes acontecimentos também no cinema.
Cidade de Deus, Tropa de Elite, é a violência gerando bilheteria.
Mas a violência gera mais que isso.
A violência ajuda a girar a economia brasileira.
A violência e o medo desta, movimenta bilhões de reais.
Cria novos produtos e serviços.
Seguradoras se mantém graças a violência.
Empresas especializadas em blindagem de carros.
Serviços de monitoramento via satélite.
Vendas de alarmes e dispositivos de segurança...
Também gera empregos!
E os vendedores? Os seguranças...
..a mão de obra para tentar aumentar a segurança.
Os cursos de defesa pessoal.
A violência fascina! Por isto está no cinema e na novela.
O brasileiro se impressiona, e respira a violência.
O noticiário mostra desgraça diariamente.
A população vive isto.
Os roubos ajudam nas vendas de mercadorias.
Depois de roubado, o Brasileiro acaba recomprando eletrônicos e automóveis.
Só assim ele compra um equipamento ou carro novo...
..e assim dá mais um giro na engrenagem econômica.
Será que podemos resolver os principais problemas de segurança?
Reduzir a violência, os roubos, o tráfico?
Invadir favelas, aumentar o policiamento.....
...dar empregabilidade para que menos pessoas optem pelo crime...
Sim, creio que com um pouco de planejamento isto seria possível.
Mas sinto que falta interesse do estado.
Quando ele fizer isto, a violência injetará menos dinheiro no mercado.
E os beneficiados da violência (empresas que vendem segurança) financiam a política no Brasil.
É mais fácil manter tudo como é...
..basta atuar pontualmente, apenas moderando a violência...
..quando ela atrapalha o turismo, outra fonte de renda...
..basta...
..continuar nesta ridícula e medíocre falta de atitude.
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terça-feira, 6 de novembro de 2007
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Abraço de graça
Um australiano numa iniciativa louca (ou será a atitude mais dotada de sanidade que eu já vi?) resolveu distribuir abraços gratuitos.
Repare no vídeo, como algumas pessoas ficam sem jeito.
Vale parar para pensar no quanto somos individualistas e medíocres.
Sabe aquele lance de encontrar as mesmas pessoas todo dia no caminho do trabalho e não ter a capacidade de cumprimentar?
O que custa dar um abraço, conversar, conhecer gente nova?
Todos temos um pouco de podridão, mas também muita coisa de boa.
Acho que vale compartilhar o que temos e ser mais receptivo.
Vai um abraço aí?
Segue a matéria original e o vídeo.
Entenda toda a história antes de assistir o vídeo
"Há um ano atrás, Juan Mann era só um homem estranho que ficava parado no Pitt Street Mall em Sydney, Austrália, oferecendo abraços de graça para as pessoas que passavam pelas ruas.
Um certo dia, Mann ofereceu um abraço a Shimon Moore, líder da banda Sick Puppies, e, desde então, se tornaram bons amigos. Um certo dia Moore decidiu gravar Mann fazendo sua campanha por
" Free Hugs ". À medida que o "Free Hugs" atingiu proporções maiores, o conselho da cidade tentou banir a campanha. Então, Mann e seus amigos fizeram uma petição com mais de 10.000 nomes apoiando a campanha do abraço de graça.
Quando a avó de Mann morreu, Moore decidiu mixar o vídeo que ele tinha feito do "Free Hugs" com a música "All the Same", que ele havia gravado com sua banda Sick Puppies.
Vale a pena conferir o vídeo. Um filme que apresenta uma verdadeira história que inspira humanidade e esperança. Algumas vezes um abraço é tudo que precisamos.
"Free Hugs" é uma história real, sobre um homem que acreditava que sua missão era trazer alegria na vida das pessoas através de um abraço."
Note que o vídeo é em preto e branco e só ganha cor após Juan Mann receber o seu primeiro abraço.
Vídeo do Youtube
Site Oficial
Repare no vídeo, como algumas pessoas ficam sem jeito.
Vale parar para pensar no quanto somos individualistas e medíocres.
Sabe aquele lance de encontrar as mesmas pessoas todo dia no caminho do trabalho e não ter a capacidade de cumprimentar?
O que custa dar um abraço, conversar, conhecer gente nova?
Todos temos um pouco de podridão, mas também muita coisa de boa.
Acho que vale compartilhar o que temos e ser mais receptivo.
Vai um abraço aí?
Segue a matéria original e o vídeo.
Entenda toda a história antes de assistir o vídeo
"Há um ano atrás, Juan Mann era só um homem estranho que ficava parado no Pitt Street Mall em Sydney, Austrália, oferecendo abraços de graça para as pessoas que passavam pelas ruas.
Um certo dia, Mann ofereceu um abraço a Shimon Moore, líder da banda Sick Puppies, e, desde então, se tornaram bons amigos. Um certo dia Moore decidiu gravar Mann fazendo sua campanha por
" Free Hugs ". À medida que o "Free Hugs" atingiu proporções maiores, o conselho da cidade tentou banir a campanha. Então, Mann e seus amigos fizeram uma petição com mais de 10.000 nomes apoiando a campanha do abraço de graça.
Quando a avó de Mann morreu, Moore decidiu mixar o vídeo que ele tinha feito do "Free Hugs" com a música "All the Same", que ele havia gravado com sua banda Sick Puppies.
Vale a pena conferir o vídeo. Um filme que apresenta uma verdadeira história que inspira humanidade e esperança. Algumas vezes um abraço é tudo que precisamos.
"Free Hugs" é uma história real, sobre um homem que acreditava que sua missão era trazer alegria na vida das pessoas através de um abraço."
Note que o vídeo é em preto e branco e só ganha cor após Juan Mann receber o seu primeiro abraço.
Vídeo do Youtube
Site Oficial
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comportamento,
sociedade
domingo, 26 de novembro de 2006
Rebelde sem calça
Estava eu num ônibus, a caminho do trabalho.
Sabe destes dias em que você acorda revoltado com a vida?
Aquela revolta contra a sociedade, ódio contra tudo e todos.
Tal era a dose da irritação que fiquei a pensar.
Revoltei-me com o político roubando dinheiro público.
Imaginei o destino desviado de tal verba. Deveria prover estudo, saúde, e tantas coisas mais...
Dinheiro aquele que poderia matar a fome do miserável.
Conclui que - mesmo indiretamente - tal político era tão genocida quanto Hitler (será mesmo tão diferente morrer na câmera de gás ou de fome ou por falta de atendimento médico?).
Irritei-me com o papel destrutivo do ser humano em nosso planeta.
Polui a água que bebe, queima a floresta, acaba com o equilíbrio.
É a evolução humana! Grande Evolução destrutiva!
E a revolta ia aumentando....
E a guerra? Bombardear um país por causa de petróleo?
E as bombas nucleares? Destruir um estado inteiro para demonstrar poder?
Causar sérias conseqüências ao mundo inteiro por isto?
E a miséria toda do nosso país?
Aquele que morre de fome.
A violência, um homem matando ao outro por míseros trocados.
E a mídia que explora a desgraça do mundo?
Mostra o que acha que deve mostrar, não resolve nada e ganha muito com isto.
E o ser que fica assistindo a tudo isto?
Aquele que acomoda a bunda gorda no sofá assistindo passivamente a tudo isto?
Enquanto cultivava tamanho ódio, entravam mais pessoas no ônibus.
Comecei a reparar em cada um.
As falsidades, reclamações, interesses, mesquinharias....
O moleque incapaz de ceder o lugar ao debilitado idoso.
Olhei para um lado, uma batida de carro. Os donos discutindo, provavelmente acabaria em briga.
Briga por um monte de lata.
Olhei para o outro lado.
Uma senhora mendigando chamou-me a atenção.
Veio um camarada. Sacou algumas moedas e entregou-lhe.
A senhora ficou feliz.
Percebi que o doador ficou ainda mais feliz, até pelo jeito de andar.
Estufou o peito e apresentou um sorriso.
A raiva quase explodiu dentro de mim.
Ele não estava fazendo aquilo por se importar com a senhora.
Estava fazendo para sentir-se melhor.
Para gozar da sensação de "Fiz a minha parte", "Tenho problemas, mas ainda bem que não estou nessa!".
Ele se aproveitou da desgraça alheia para sentir-se melhor.
E o pior é que consciente ou inconscientemente todos somos assim!!!
Foi então que eu pensei: Certo! E o que eu faço para mudar tudo isto?
Nada! Não faço nada, porcaria nenhuma!!!
Faço algumas doações mas nunca visito tais instituições.
Contribuo para o greenpeace mas nunca me juntei a alguma causa deles.
....
Então fui acalmando...
..a raiva foi passando...
..fui me acomodando..
..esbocei um tranqüilo sorriso e fui calmamente trabalhar...
..afinal, sou apenas mais um rebelde sem calça.
Sabe destes dias em que você acorda revoltado com a vida?
Aquela revolta contra a sociedade, ódio contra tudo e todos.
Tal era a dose da irritação que fiquei a pensar.
Revoltei-me com o político roubando dinheiro público.
Imaginei o destino desviado de tal verba. Deveria prover estudo, saúde, e tantas coisas mais...
Dinheiro aquele que poderia matar a fome do miserável.
Conclui que - mesmo indiretamente - tal político era tão genocida quanto Hitler (será mesmo tão diferente morrer na câmera de gás ou de fome ou por falta de atendimento médico?).
Irritei-me com o papel destrutivo do ser humano em nosso planeta.
Polui a água que bebe, queima a floresta, acaba com o equilíbrio.
É a evolução humana! Grande Evolução destrutiva!
E a revolta ia aumentando....
E a guerra? Bombardear um país por causa de petróleo?
E as bombas nucleares? Destruir um estado inteiro para demonstrar poder?
Causar sérias conseqüências ao mundo inteiro por isto?
E a miséria toda do nosso país?
Aquele que morre de fome.
A violência, um homem matando ao outro por míseros trocados.
E a mídia que explora a desgraça do mundo?
Mostra o que acha que deve mostrar, não resolve nada e ganha muito com isto.
E o ser que fica assistindo a tudo isto?
Aquele que acomoda a bunda gorda no sofá assistindo passivamente a tudo isto?
Enquanto cultivava tamanho ódio, entravam mais pessoas no ônibus.
Comecei a reparar em cada um.
As falsidades, reclamações, interesses, mesquinharias....
O moleque incapaz de ceder o lugar ao debilitado idoso.
Olhei para um lado, uma batida de carro. Os donos discutindo, provavelmente acabaria em briga.
Briga por um monte de lata.
Olhei para o outro lado.
Uma senhora mendigando chamou-me a atenção.
Veio um camarada. Sacou algumas moedas e entregou-lhe.
A senhora ficou feliz.
Percebi que o doador ficou ainda mais feliz, até pelo jeito de andar.
Estufou o peito e apresentou um sorriso.
A raiva quase explodiu dentro de mim.
Ele não estava fazendo aquilo por se importar com a senhora.
Estava fazendo para sentir-se melhor.
Para gozar da sensação de "Fiz a minha parte", "Tenho problemas, mas ainda bem que não estou nessa!".
Ele se aproveitou da desgraça alheia para sentir-se melhor.
E o pior é que consciente ou inconscientemente todos somos assim!!!
Foi então que eu pensei: Certo! E o que eu faço para mudar tudo isto?
Nada! Não faço nada, porcaria nenhuma!!!
Faço algumas doações mas nunca visito tais instituições.
Contribuo para o greenpeace mas nunca me juntei a alguma causa deles.
....
Então fui acalmando...
..a raiva foi passando...
..fui me acomodando..
..esbocei um tranqüilo sorriso e fui calmamente trabalhar...
..afinal, sou apenas mais um rebelde sem calça.
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sociedade
domingo, 19 de novembro de 2006
Classe média
Quem inventou a classe média?
Quem disse que isto existe?
E o que é isto?
Meramente comum cidadãos auto-intitulados como parte da classe-média, classe-média-alta, classe-média-baixa, classe-média-média...
Relativamente difícil deparar-se com os termos pobre e rico (se bem que o termo "Abaixo da linha da miséria" está na moda).
Pois levando a voz e digo: Sou pobre!!!
Em minha conturbada visão econômica-social vejo somente duas classificações: Rico e Pobre.
Qual característica separa um do outro?
Não. Não é o somatório de posses e dinheiro do indivíduo.
Mesmo um camarada dono de grande mansão, casa na praia, carro (importado) do ano, muito dinheiro na conta pode ser pobre.
Rico - em minha humilde visão - não precisa trabalhar. Mesmo sem esforço algum ganha mais dinheiro que gasta.
Alguém pode ser rico sem ter grandes somas de dinheiro.
Alguém pode ser pobre mesmo com muita posse e dinheiro.
O cidadão de grande renda mensal, mas que gasta além da mesma é pobre!!
Para aquele que se acha rico (ou classe-média-muito-alta) pense:
O que acontecerá quando perder o emprego?
E se ficares por mais de 1 ano sem renda?
Terá de vender as posses?
Continuarias a ganhar mais do que seus gastos?
Se dependes de algum emprego, se gasta tudo ou mais que ganha, pare de perder tempo no meu blog e vai trabalhar seu...
..pobre!
Quem disse que isto existe?
E o que é isto?
Meramente comum cidadãos auto-intitulados como parte da classe-média, classe-média-alta, classe-média-baixa, classe-média-média...
Relativamente difícil deparar-se com os termos pobre e rico (se bem que o termo "Abaixo da linha da miséria" está na moda).
Pois levando a voz e digo: Sou pobre!!!
Em minha conturbada visão econômica-social vejo somente duas classificações: Rico e Pobre.
Qual característica separa um do outro?
Não. Não é o somatório de posses e dinheiro do indivíduo.
Mesmo um camarada dono de grande mansão, casa na praia, carro (importado) do ano, muito dinheiro na conta pode ser pobre.
Rico - em minha humilde visão - não precisa trabalhar. Mesmo sem esforço algum ganha mais dinheiro que gasta.
Alguém pode ser rico sem ter grandes somas de dinheiro.
Alguém pode ser pobre mesmo com muita posse e dinheiro.
O cidadão de grande renda mensal, mas que gasta além da mesma é pobre!!
Para aquele que se acha rico (ou classe-média-muito-alta) pense:
O que acontecerá quando perder o emprego?
E se ficares por mais de 1 ano sem renda?
Terá de vender as posses?
Continuarias a ganhar mais do que seus gastos?
Se dependes de algum emprego, se gasta tudo ou mais que ganha, pare de perder tempo no meu blog e vai trabalhar seu...
..pobre!
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